quarta-feira, 7 de maio de 2008

Não sei se choro ou rio.

Ambos - choro ou riso - seriam de felicidade, afinal, não é todo dia que morre um coronel crápula neste país.Se a gente não tira os malditos do poder, a natureza se encarrega de limpar a sujeira.Poderia deixar meus pêsames à família, mas você já viu um pimenteiro dar maçã? Acho que se a família decidisse se retirar da Terra todos de uma vez, o Brasil respiraria um pouco mais aliviado já no segundo seguinte: essa gente é um peso para nossa sociedade.Desculpe a sinceridade...
Revolta Aprovada Por Deus
Será que existe uma forma de se revoltar contra o Estado e a tirania das igrejas-empresas sem que pequemos contra a Palavra de Deus? A Bíblia nos mostra que a autoridade dos homens deve estar subordinada à de Deus, caso contrário tal autoridade terrestre é nula.
Fomos criados em uma “igreja” (com letra minúscula, daqui pra frente sem as “aspas”, significando a instituição apóstata, humana e falida) que sempre teve o rabo preso com a monarquia e com o Estado. Foi assim desde que o Imperador Constantino teve a sua “visão santa” e uniu igreja e Estado, desferindo o maior golpe que a IGREJA (o Corpo indivisível do Senhor) já sofreu durante toda a sua existência. Depois disso, vieram os bispos, padres, papas e outros que, prostituindo-se com o Estado, colocaram o povo debaixo de um jugo terrível. Depois da “Reforma”, muitos pensaram que tudo seria melhor, mas, na verdade, o poder só foi descentralizado: Lutero se aliou A monarquia alemã, ficando contra os camponeses que se viam no direito de serem iguais – o próprio Jesus disse que entre nós não deveria haver divisão de classes (Mateus 20: 25-27), mas que deveríamos buscar sermos sempre os menores –, mas Lutero e a elite alemã não viam dessa forma. Eles queriam colocar o povo sob domínio, e continuar sugando todas as forças dos mais pobres (e depois dizem que não existem “vampiros de cristo”...).E a igreja tem se sustentado até hoje assim, usando a Bíblia para colocar a Noiva de Cristo em um cativeiro, nocauteando as ovelhas para que os tosquiadores tirem, se possível, o couro delas sem dó, desde que a elite da igreja esteja bem posicionada. Os que querem ver o povo sob o domínio dos senhores seculares deste mundo usam a seguinte passagem bíblica para se justificarem (Romanos 13):
“1 - Obedeçam às autoridades, todos vocês. Pois nenhuma autoridade existe sem a permissão de Deus, e as que existem foram colocadas nos seus lugares por ele.
2 - Assim quem se revolta contra as autoridades está se revoltando contra o que Deus ordenou, e os que agem desse modo serão condenados.
3 - Somente os que fazem o mal devem ter medo dos governantes, e não os que fazem o bem. Se você não quiser ter medo das autoridades, então faça o que é bom, e elas o elogiarão.4 - Porque as autoridades estão a serviço de Deus para o bem de você. Mas, se você faz o mal, então tenha medo, pois as autoridades, de fato, têm poder para castigar. Elas estão a serviço de Deus e trazem o castigo dele sobre os que fazem o mal.
5 - É por isso que você deve obedecer às autoridades; não somente por causa do castigo de Deus, mas também porque a sua consciência manda que você faça isso.”Mas, será que, realmente, temos que dever essa lealdade cega aos nossos governantes? Será que Deus, em sua infinita misericórdia e zelo pelo Seu Povo faria com que caminhássemos diretamente ao matadouro?
A resposta está no versículo 6 do mesmo capítulo:
“6 - É por isso também que vocês pagam impostos. Pois, quando as autoridades cumprem os seus deveres, elas estão a serviço de Deus.”
Vejam que aqui Paulo diz a quais autoridades devemos prestar lealdade: àquelas que fazem a vontade de Deus.
Transportemos agora esse capítulo para os nossos dias. O que vemos no nosso país? Temos governantes que fazem a “vontade de Deus”, ou o que vemos é um bando de malditos que só pensam em pilhar nossos tesouros, humilhando os menos favorecidos em rede nacional de TV e rádio, envolvendo-se em falcatruas e escândalos sexuais? Será que esta seria a autoridade que “faz a vontade de Deus”, ou seria essa a autoridade que está debaixo do poder de Satanás, como ele mesmo (Satanás) diz em Lucas 4, verso 6:6:
"e disse [satanás]: - 'Eu lhe darei todo este poder e toda esta riqueza [ou seja, os reinos da Terra], pois tudo isto me foi dado, e posso dar a quem eu quiser'."
Com certeza, as lideranças que temos hoje não estão muito preocupadas em fazer a vontade de Deus ,mas estão sob o jugo do Senhor Deste Século.
Creio que aí está o “tesouro escondido”, a balança que mede quando devemos ou não obedecer às autoridades. Creio que, acima das autoridades, estamos subordinados à vontade de Deus. Se, para obedecer às autoridades temos que trair nossa fé, elegendo homens que pilham nossos irmãos, destroem os menos favorecidos e tiram comida da boca do povo necessitado para satisfazer suas orgias, devemos, como seguidores de Cristo, dizer NÃO a esses homens inescrupulosos! Mas estaria certo desobedecer a uma autoridade para fazer a vontade de Deus?
Se pararmos para ler a Bíblia “criticamente” (isto é, conscientemente, analisando sabiamente suas palavras) encontraremos dezenas de exemplos de homens que foram contra reis e governadores para fazer a vontade de Deus, porém, eu só quero citar as palavras do Apóstolo Pedro em Atos 5:29 (b):
“Nós devemos obedecer a Deus e não às pessoas.”
No meu entendimento, quando a obediência às autoridades faz com que neguemos nossa fé, devemos ser totalmente contra essas autoridades. Por acaso não estamos traindo nossa fé (e nossa consciência) quando elegemos pessoas más e que só pensam em si próprias? Talvez essa é uma posição que a igreja não tomou até hoje: a de ir contra as maldades deste mundo, pois lhe é muito confortável apoiar as maldades do Estado. Ou não seria isso? Pois o que vemos é cada vez mais “homens de deus” se atolando na política, todos tentando mamar nas tetas da pátria.
É cômodo para as igrejas serem coniventes com o Estado em suas sujeiras, pois os bolsos de seus dirigentes estão sempre cada vez mais cheios, e o povo cada vez mais cego e faminto.
É por isso que, em parte, não culpo o povo por não ter uma opinião política sólida, pois foram “doutrinados” a obedecer ao Estado, ainda que essa obediência seja contrária aos ensinamentos de Cristo. Contudo, nunca é tarde para abrir os olhos e começar a ler a Bíblia, e orar pedindo o entendimento de Deus. Se parássemos de ouvir homens e começássemos a seguir a voz do Consolador, talvez tivéssemos uma sociedade mais justa.
— Os textos bíblicos foram tirados da “Nova Tradução na Linguagem de Hoje", do site http://www.sbb.org.br
Até onde vai nossa intolerância? Muitas vezes nos irritamos por ver pessoas que vêm de outros países ou estados (principalmente em Vitoria-ES), cujos costumes e cuja forma de encarar a realidade muitas vezes não têm nada a ver com a forma como fomos criados e como vivemos, mas devemos sempre parar para pensar que nem sempre (ou quase nunca) os imigrantes estão em "nossa área" porque querem. Com certeza muitos deles, se pudessem, estariam vivendo e trabalhando em suas respectivas terrras natais.
É necessário abrir os olhos sentimentais e enxergar mais do que um imigrante. É necessário enxergar um irmão.

Anarquismo Cristão

Quando digo que sou anarquista, muitos imediatamente pensam que sou a favor de uma sociedade na qual não haja ordem, paz ou justiça. Imagens de ataques e saques surgem na mente das pessoas quando ouvem a palavra “anarquia”. Resumindo, pensam que anarquismo é igual a caos. Você é capaz de imaginar a surpresa dessas pessoas quando digo que também sou cristão? Elas imaginam que o sistema de fé com uma estrutura moral não pode coexistir com a filosofia anarquista. Na minha humilde opinião, entretanto, creio que minha fé e meus ideais anarquistas coexistam em perfeita harmonia.
Antes de tudo, deixe me apagar alguns desses ridículos estereótipos sobre a ideologia anarquista. Deixe-me começar dizendo que anarquia não é igual a uma sociedade sem moral, e a filosofia anarquista não encoraja a violência nem o desprezo ou direito dos outros. Uma sociedade anarquista é simplesmente uma sociedade sem leis. Não há leis porque não se precisa delas. É um lugar onde cada um é moral o suficiente para respeitar o direito de cada um. É uma sociedade que não aceita uma estrutura de poder que possa impor sua vontade sobre o povo. Não importa quão perfeito seja um governo, sabemos que aqueles que estão no poder podem e irão se corromper e abusar do seu poder. Um governo sem corrupção só poderia existir em um mundo ideal; mas se falamos de um mundo ideal, porque deveria haver um governo nele? Desde que os governos sempre serão corruptos em qualquer mundo que não seja o ideal, devemos fazer com que nosso mundo seja um mundo ideal, de forma que possamos eliminar os governos. Não deveríamos aceitar estruturas de poder que tentam resolver os problemas a partir dos altos postos da autoridade. Quando conferimos aos líderes governamentais o dever de “consertar” a sociedade, nos tornamos preguiçosos e apáticos. Pode ser que assim estejamos livres para perseguir nossos ideais particulares livremente, mas, entretanto, o abuso do poder se torna mais severo, e a injustiça que o acompanha cresce firmemente. É por isso que não devemos aceitar cegamente a autoridade das estruturas de poder que nos cercam, nem devemos depender dela para resolver os problemas da sociedade. Em vez disso, devemos trabalhar para crescer, em nível individual, para transformar a sociedade como um todo, de forma que possamos criar uma sociedade na qual seja fácil ser bom e ter moral.
É nesse ponto que o aspecto cristão entra. Cristo nos ensinou que devemos amar nossos próximos e tratá-los com respeito. Esse espírito de caridade tem o potencial de transformar a sociedade. Uma sociedade que pratica a caridade é uma sociedade sem injustiça, e uma sociedade sem injustiça é um mundo ideal — um mundo que não precisa de governos.
Certas pessoas podem perguntar como alguém pode colocar juntas a ideologia anarquista e a cristã. É possível observar isso claramente na vida do próprio Jesus Cristo. Jesus não aceitou cegamente a autoridade dos sumos-sacerdotes e dos escribas (os quais detinham a maior parte da autoridade da sociedade hebraica). Em vez disso, ele questionou o que esses líderes ensinavam e como eles enxergavam as antigas leis. Ao fazer isso, Jesus nos apresentou uma forma totalmente revolucionária e nova que enfatizava a importância do amor sobre a lei. Cristo percebeu que os sumos-sacerdotes enfatizavam demais a lei, usando-a para conseguir poderio próprio. Eles haviam perdido todo o sentido do propósito original das leis. Dessa forma, a lei havia perdido sua eficiência, pois foram corrompidas. A forma havia se sobreposto à função. Por causa disso, Cristo usou uma nova abordagem e direcionou seus ensinamentos mais para o sentido de seguir uma vida de caridade. Ao concentrar seus ensinamentos em caridade, ele colocou a função acima da forma. Ele sabia que para tornar o mundo um lugar melhor, as mudanças deveriam começar no coração de cada um, e passou a ensinar COMO sermos pessoas boas em vez de nos dar uma lei que se tenha que seguir para se tornar alguém bom. Cristo nos ensinou sua mensagem revolucionária não somente através de pregações, mas especialmente por meio de exemplos, e é refletindo sobre os exemplos de Cristo que podemos realizar as mudanças mais positivas. Pense nisso: se cada um vivesse os exemplos de Cristo, será que haveria a necessidade de termos governos?
Enquanto penso que não é fácil fazer com que o mundo esteja livre de governos, continuo crendo que como pessoas que crêem no amor e na justiça, devemos sempre manter um cepticismo saudável ao tratar dos nossos compromissos com os poderes que governam esse mundo. Uma filosofia anarquista está cheia de benefícios para aqueles que vivem numa sociedade com leis e estruturas rígidas. Um anarquista cristão deve sempre questionar, como Cristo, os poderes estabelecidos. Em qualquer situação, questionamentos sempre nos levarão cada vez mais pertos da Verdade.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Controvérsias

Os Amish são muitas vezes confundidos com comunidades igualmente reservadas, mas de tradições e raízes completamente distintas. Algumas vezes até com os mórmons, com os quais mantém poucas semelhanças.
Uma das maiores comunidades Amish no mundo fica na Pensilvânia (EUA). Em outubro de 2006, uma chacina dentro de uma escola Amish resultou na morte de cinco crianças entre 6 e 13 anos, além do atirador de 32 anos, que se suicidou.
O atirador era um motorista de caminhão de leite que atendia a comunidade. Tomou 10 meninas como reféns. No mesmo dia, membros da comunidade visitaram a familia de Roberts (o motorista) para dizer que o perdoavam. No enterro das meninas, o avô de uma das vítimas disse as outras crianças: "não devemos odiar aquele homem"

Crenças

Os princípios enfatizados pelos Amish são:
A Bíblia, principalmente a ética do Novo Testamento, devem ser obedecidas como a vontade de Deus, embora não sistematizando sua teologia, mas aplicando-as no dia-a-dia. A interpretação da Bíblia é realizada nos cultos e reuniões da igreja. Essa posição de evitar querelas teológicas evitou divisões de carácter doutrinários nas denominações anabatistas.
Credos e confissões são somente documentos para demonstrar aquilo que se crê, mas requerem a adesão ou crença a eles. Aceitam, portanto, em essência os Credos históricos do Cristianismo, mas não o professam.
A Igreja é uma comunidade voluntária formada de pessoas renascidas. A Igreja não é subordinada à nenhuma autoridade humana, seja ela o Estado, ou hierarquia religiosa. Assim evitam participar das atividades governamentais, jurar lealdade a nação, participar de guerras.
A Igreja não é uma instituição espiritual e invisível, mas uma coletividade humana e real, marcada pela separação do mundo e do pecado e uma posição afirmativa em seguir os mandamentos de Cristo.
A Igreja celebra o Batismo adulto por infusão como simbolo de reconhecimento e obediencia a Cristo, e a Santa Ceia em memória da missão de Jesus Cristo.
A Igreja tem autoridade de disciplinar seus membros e até mesmo sua expulsão, a fim de manter a pureza do indivíduo e da igreja.
Como pode ser notado, a teologia anabatista é massivamente eclesiológica, baseada na vida comunitária e Igreja.
Quanto a salvação, os Amish crêem no livre-arbítrio, o ser humano tem a capacidade de se arrepender de seus pecados e Deus regenera e ajuda-o a andar em uma vida de regeneração.
Os Amish não creem que a conversão para Cristo seja uma experiência emocional de um momento, mas um processo que leva a vida inteira;
O que único na Teologia Anabatista, principalmente depois de Menno Simons, é a visão sobre a natureza de Cristo, possui uma doutrina semi-nestoriana, crendo que Jesus Cristo foi concebido miraculosamente pelo Espirito Santo no ventre de Maria, mas não herdou nenhuma parte física dela. Maria, seria portanto um instrumento usado por Deus, para cumprir o Seu plano.
A essência do cristianismo consiste em uma adesão prática aos ensinamentos de Cristo.
A ética do amor rege todas as relações humanas.
Pacifismo: Cristianismo e violência são incompatíveis.

A Sociedade Amish

Estimativas do início desta década apontavam a existência de 198 mil membros da comunidade amish no mundo, sendo 47 mil apenas na Pensilvânia. Esses grupos são compostos por descendentes de algumas centenas de alemães e suíços que migraram para os Estados Unidos e o Canadá.
Os amish preferem viver afastados do restante da sociedade. Eles não prestam serviços militares, não pagam a Segurança Social e não aceitam qualquer forma de assistência do governo. Muitos evitam até mesmo fazer seguro de vida.
A maioria fala um dialeto alemão conhecido como "Pennsylvania Dutch" ou "Pennsylvania German" (alemão da Pennsylvania). Eles se dividem em irmandades, que por sua vez dividem-se em distritos e congregações. Cada distrito é independente e tem suas própria regras de convivência.
O filme "A Testemunha", com o ator Harrison Ford, mostra o modo de vida dos amish nos Estados Unidos. Homens usando ternos e chapéus pretos e mulheres com a cabeça coberta por um capuz branco e com um vestido preto. A comunidade Amish considerou muito liberal a imagem que se fez deles.
Os amish não gostam de ser fotografados. Interpretam que, de acordo com a Bíblia, um cristão não deve manter sua própria imagem gravada.