terça-feira, 6 de maio de 2008

Anabatistas Hoje

Depois de serem massacrados na Guerra dos Camponeses, os Anabaptistas sobreviveram na sua forma pacifista, como a Igreja Mennonita. Originalmente concentrados no vale do rio Reno, desde a Suíça até a Holanda, os anabatistas conquistaram adeptos de cultura germânica. Perseguidos pelo Estado e guerras, tiveram imigração em massa para a Rússia e América do Norte. No final do século XIX e começo do XX surgiram colônias na América do Sul (Paraguai, Argentina, Brasil, Bolívia), onde mantem suas culturas e fé.
Muitos Anabatistas conservadores vivem em comunidades rurais isoladas e desconfiam do uso de tecnologia.
As principais denominações hoje Anabatistas são: os Mennonitas; Amish, famosos pelo estilo de vida conservador; Hutteritas, que defendem um comunualismo, rejeitando propriedade individual.
Os Anabatistas influenciaram ainda outras denominações religiosas, como os Quakers; Batistas; Dunkers e outras denominações protestantes que afirmam a necessidade de uma adesão voluntária à Igreja.

Origem

A Reforma Protestante do século XVI reacendeu os princípios bíblicos da justificação pela fé e do sacerdócio universal foram novamente colocados em foco. Contudo, enquanto Lutero, Calvino e Zuínglio mantiveram o batismo infantil e a vinculação da igreja ao Estado, os anabatistas liderados por Georg Blaurock, Conrad Grebel e Félix Manz ansiavam por uma reforma mais profunda.
Os anabatistas fundaram então sua primeira igreja no dia 21 de janeiro de 1525, próxima a Zurique, na Suíça, de acordo com a doutrina e conduta cristãs pregadas no Novo Testamento e testemunharam alegremente de sua nova vida em Cristo.
É difícil sistematizar as crenças anabatistas daquela época, porque qualquer grupo que não era católico ou protestante e que batizava adultos, como os unitários socinianos ou semi-gnósticos como Thomas Muentzer eram rotulados como anabatistas. Esses grupos, junto com os Anabatistas constituem a Reforma Radical.
Em "In nomine Dei", José Saramago retrata um conhecido episódio na história do movimento anabaptista que teve lugar na cidade de Münster (no norte da Alemanha), onde entre 1532 e 1535 foi estabelecida uma teocracia nas linhas das orientações desta denominação. Ver a Rebelião de Münster.

Anabaptista

Anabaptistas ("re-baptizadores", do grego "ana" e "baptizo"; em alemão: Wiedertäufer) são cristãos da chamada "ala radical" da Reforma Protestante. São assim chamados porque os convertidos eram batizados em idade adulta, desconsiderando o até então batismo obrigatório da igreja romana. Assim, re-batizavam todos os que já tivessem sido batizados em criança, crendo que o verdadeiro baptismo só tem valor quando as pessoas se convertem conscientemente a Cristo.
Vivemos num lugar onde nossos desejos nascem mortos, os sonhos são objetos de escárnio e riticulazação. Aprendemos a ¨beleza¨ de não respirar pelos próprios pulmões, de não falar pelas próprias bocas, de não andar com pernas próprias. Definições já existem, e vêm mastigadas, engolidas e digeridas. Nossas escolhas são pré-definidas, estamos paralisados a contemplar nosso próprio desespero, por isso não percebemos o rumo do barco em que estamos. O penhasco aproxima-se não sabemos o que fazer, e não nos importamos; ¨alguém o fará por nós¨ balbuciamos ajeitando a venda que nos cobre os olhos. Estamos no final trágico esperado por anos. As estrelas apagaram-se e não pensamos em nada; possuímos armas, e elas estão apontadas contra nós mesmos. O barco segue e a inibição nos impedira de gritar... Faça soar os sinos, e estrelas as bombas, entregue-se a seus desejos indiferentes ás probabilidade de conquista. Que cicutas floresçam no inverno mais escuro de nossos sonhos e as faremos de presente á nossas grades. Destrua tudo o que lhe impede de ver o sol nascer, entregue-se ao que nomearam absurdo... então vivemos em liberdade...

segunda-feira, 5 de maio de 2008

-Existe todo um sistema, uma pirâmide social, que nos proporciona a ¨agradável¨ condição de pilar. Diversos costumes, vícios e prazeres minuciosamente tramados para nos manter inertes nos lugares que nos determinaram. Diversas as teorias e explicações que nos mostram a¨maravilhosa¨ de esta contido neste espaço, a ¨beleza¨ de respirar o ar poluído pelas empresas, de nos alimentar com ração sintética produzida pelas grandes corporações, que deveremos nos sentar ( á frente da tv, preferencialmente) e sorrir feito retardados depois de todo um dia de exploração e tortura no trabalho. No fim de semana podemos nos embebedar para¨esquecer¨ dos problemas que voltarão (vorazmente) no dia seguinte, ou ir a um rodeio gritar de alegria (histericamente) presenciando um ritual de tortura; sempre de rosto feliz, mas de bolsos vazios. Diversas são os caminhos de fuga, mas preferimos o confronto. Diversas as formas de adequação, mas preferimos nos diferenciar, diversas as formas de perpetuar tudo isto (convencionalmente), mas preferimos destruir!

domingo, 4 de maio de 2008

RAÍZES FECUNDAS

...e após a consolidação do capitalismo como regime político e social hegemônico em quase todo mundo, entramos numa nova era da nossa história: a pós-modernidade. Esta que por sua vez, auxiliada por sua parafernália tecnológica, dissimula a condição subserviente das grandes massas globalizadas através da ilusória posse de bens de consumo que como pano de fundo, é proliferado pelos meios de comunicação de massa.
Sendo assim, dentro de um sistema capitalista, as formas de prazer e entretenimento são moldadas de acordo com as fronteiras erigidas acintosamente pelas ¨novas corporações de oficio¨. Vivemos, portanto agregados a tais formas de conduta hedonista. Os ¨realiy (?)¨shows atraem todos os holofotes da sociedade pós-moderna, pois são atrativos grávidos de imposições de vulgaridade sistemática, como por exemplo: concorrência exacerbada por liderança, utilização de métodos maquiavélicos de alcance do poder, articulações em grupos por objetivos individuais e um rígido controle das ações consideradas fora dos padrões imposto(sutilmente) pela indústria televisiva em questão. Seria esses programas uma ¨teatrização¨ repetitiva do palco real, cotidiano, onde os atores enceram, de forma viciosa, a peça trágica que constitui a nossa própria história?
A assimétrica social, sancionada por este ideário excludente, constrói barreiras intransponíveis entre as classes sociais. Vagarosamente, os movimentos sociais opositores tomam características sistemáticas de reprodução da doutrina liberal e adequam-se aqueles que, supostamente, outrora o combatiam. A atrofia mental, presente nos meios de comunicação, não se restride somente á esfera deste meio, haja vista que também se impregna despoticamente no meio sacro-religioso, como por exemplo: a teologia da prosperidade, a usuras cometidas na Idade Média que resultaram na corrupção da Igreja Moderna e alienação maquiada de fiéis. O cristianismo tem se desvencilhado dos seus princípios comunais da Igreja Primitiva e das Comunidades Ágape (Atos 2.44-46 e 4.34-37 Mateus 6.19-21) e se rendendo aos deleites da pós-modernidade.
Tendo em vista os tópicos apresentados, pode-se fazer as determinadas reflexões: até quando as raízes (auto-destruitivas) deste organismo doentio estará em evidência na organização social contemporâneo? Até quando haverá a comercialização da fé? Até quando as igrejas funcionarão como fundos lucrativos de investimento?Até quando os cristãos se preocuparão em construir templos luxuosos para abrigar suas vaidades? Até quando as igrejas negligenciarão a alforria dos cativos e oprimidos? Até quando? Somente nós podemos responder...

sábado, 3 de maio de 2008

BANALIZAÇÃO

Suponho que o convívio diário com certas situações acaba por nos tira a sensibilidade. Aos poucos, a dor alheia soa como um ranger de porta, o horror vira rotina, a morte do próximo é vista como uma página virada. É a banalização da tragédia. Para suportá-la, procuramos revesti-la de comédia.
A TV nos submete ininterruptamente a uma aluvião de acidentes, assassinatos, guerra, crianças famintas e estrasanhadas agarradas aos ossos de seus filhos de corpo frio e cabeça dilatada. Nada disso tira o nosso sono nem provoca a nossa indignação. Aos poucos, vamos admitido que essa é a normalidade talvez um erro humanamente justificável, como as bombas atiradas sobre crianças e idosos na lugoslávia. Apenas um nó de tristeza por ver o mundo tão injusto e cruel.
A TV dometica-nos para bem conviver com a tragédia, carnavalizando situações aberrantes e exibindo no palco deformações de corpo e espírito como se fossem meras atrações de interesse público. Torna-se rotina ver a face que desabona os políticos: as diatribes do ministro, a corrupção do deputado, as fanfarronices do senador, a mentira do prefeito, a demagogia do governado, o cinismo do presitende.
Assim, aos nossos olhos, molda-se a impressão de que a política é suja, todos os políticos são malandros, o processo eleitoral e uma farsa. Desiludidos, recolhemo-nos á vida privada, indiferentes á esfera política, onde é decidi da pior ou melhora vida de milhões de pessoas, do preço de ônibus ao acesso ao emprego. Tudo se banaliza, a ponto de ocorrer uma inversão em nosso enfoque: danem-se os direitos coletivos, as causas sociais, os valores e os ideais. O que importa é o chicote da mascarada, a privacidade da dançarina do tchan, a filha da rainha dos baixinhos, o féretro da princesa que enterra a nossa ilusão de que a vida, para nobres e ricos, é sempre bela e feliz.
Nas ruas, tropeçamos com mendigos e cruzamos com crianças abandonadas. São moscas na comida. Importam menos que uma dor de dente. Sorte nossa que ¨não somos como ele¨. Preferimos acreditar que a desigualdade social é como o inverno e o verão: para uns, as agruras do frio; para outros, o conforto do calor.
Conta a parabóla que certo monge retornava a seu mosteiro. Cruzou no caminho com uma criança maltrapilha, abatida pela fome e pelo frio. N igreja, vociferou contra Deus, que permitia sofrimentos tão injustos. ¨ Por que o Senhor nada faz por aquela criança?¨ De repente, um clarão. Deus mostrou a Sua face luminosa e disse a ele : ¨Eu já fiz:você!¨.